"Meu trabalho é uma grande enganação.
Sou paga para enganar as pessoas e elas querem ser enganadas"
Ana Paula Arósio - Atriz da Globo
26 de fevereiro de 2008
Economia ameaça jogo milionário na Globo
"Power of Ten", game que promete a maior premiação da TV, poderá não ser exibido pela Globo por economia. Nos EUA, o game estreou em agosto do ano passado oferecendo US$ 10 milhões (R$ 17 milhões).
Desde o início das negociações com a Sony, proprietária do formato, a Globo já descartava pagar US$ 10 milhões. Esperava-se que a rede oferecesse R$ 1 milhão ao vencedor máximo da atração, que viraria quadro do "Domingão do Faustão", com o nome provisório de "Jogo do Dez". No entanto, a TV quer pagar agora só R$ 100 mil.
O quadro está previsto para estrear em 18 de maio, quando o "Domingão" completa mil edições no ar. O apresentador Fausto Silva já avisou à direção da Globo que se recusará a ancorar o game caso a atração prometa menos de R$ 1 milhão de prêmio máximo.
O motivo alegado para a desvalorização do game é o de que, pagando um superprêmio no "Domingão do Faustão", outros programas da Globo também poderiam exigir mais verbas para suas premiações.
O "Power of Ten" é um jogo de perguntas e respostas baseado em pesquisas. Ganha aquele que responder um número mais próximo ou idêntico ao apurado em pesquisa (por exemplo: qual o percentual de brasileiros que praticam natação?). É, portanto, muito difícil ganhar o prêmio máximo. Nos EUA, a primeira temporada pagou "só" US$ 1 milhão.
Sequestrada, médica tem pulso cortado e é obrigada a pular de ponte a 15 metros
Uma médica vítima de um seqüestro relâmpago dirigiu três horas ameaçada por um estilete, teve os pulsos cortados, foi empurrada de uma ponte a 15 m de altura e, embora não soubesse nadar, ficou sete horas imersa no rio Paraíba do Sul, em Taubaté (140 km de São Paulo), agarrada ao mato para não se afogar -foi salva porque dois jovens a ouviram gritar.
O crime foi entre a noite da última quinta-feira e a manhã de sexta. Bruna (nome fictício), 49, foi abordada por dois homens ao sair de uma farmácia -um deles tinha uma faca. Ela entrava no carro, um Fiat Uno. O veículo acabou não sendo roubado -os criminosos fugiram com R$ 200.
Antes de os criminosos escaparem, Bruna teve que dirigir pela rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, que liga Taubaté a Campos do Jordão. No km 7, na altura de uma ponte, foi obrigada a descer. A ordem dos ladrões: que ela pulasse no rio.
"Um deles falou: "Pula!'" disse a médica ontem. Ela tentou resistir, implorou, mas não conseguiu demovê-los. Por fim, agarrou-se a um guard-rail. "Tentei impedi-lo, mas senti que ele me empurrou." Para ela cair, cortaram-lhe os pulsos -a médica levou nove pontos.
Os ladrões fugiram a pé. Começou, aí, outro tormento para Bruna. Sem saber nadar, ela se agarrou à vegetação assim que caiu no rio. "Em alguns momentos, sentia meu coração bater fraco, muitas câimbras e soltava um pouco a mão da planta [em que estava agarrada]. Pensava que poderia não sair dali", afirmou.
O dia já havia amanhecido quando ela conseguiu firmar a mão em um galho, no leito do rio, e gritar por socorro. Dois rapazes que passavam de bicicleta a escutaram -eles chamaram, então, os bombeiros, que a levaram para um hospital.
Bruna não consegue entender a razão da crueldade dos ladrões. Segundo a médica, a dupla de assaltantes era bem jovem e aparentava estar sob efeito de drogas. "Eles não sabiam o que fazer, só ficavam rodando em bairros periféricos. Mas nunca, nunca mesmo, imaginei que me mandariam pular dentro do rio. Até então, estava tranqüila. Não reagi, não buzinei, não ameacei", relata. Ela ainda não faz planos para o futuro. "Vou deixar para pensar nisso na semana que vem."
Remédios
Desde o seqüestro relâmpago, Bruna dorme à base de remédios. "Acordo à noite e as imagens voltam à minha cabeça, principalmente o momento em que eu estava na água."
Ela foi para Taubaté em 1991 -antes, vivia em São Paulo com o marido, também de 49 anos. O casal não tem filhos.
Católica praticante e devota de São José, a médica mantém um altar para orações em casa. "O padre pediu para que eu rezasse por eles [os assaltantes], mas ainda não consegui. Gostaria de não encontrá-los", disse. Está aqui na folha. Seria o caso de perguntar para o prefeito louco kassab e para o governador mafioso Serra, se a segurança de São Paulo serve para a familia dele,quando saem as ruas.
23 de fevereiro de 2008
"Big Brother" apela para sadismo e põe saúde de participantes em risco
O sadismo virou a nova arma da Globo para elevar o ibope do "Big Brother Brasil". Na prova do líder desta semana, uma participante chegou a desmaiar após ser colocada em uma cabine e ficar sob a mira de sensores de movimento. Juliana passou mal, ficou inconsciente e teve de ser socorrida, às pressas, pelos seus colegas de confinamento. A Globo evitou dar detalhes sobre a situação de saúde da jornalista santista.Diante do clima de tédio que se instalou nas últimas semanas, Boninho, diretor do programa, desconta sua irritação transformando a casa em um inferno. A produção cria diversas tarefas a serem cumpridas pelos participantes ao longo do dia. O reality show parece disposto a colocar até a integridade física dos participantes sob risco. Foi o que mostrou o desmaio de Juliana. Qual será o próximo passo? Afogá-los na piscina? Ou atirar ovos neles, como Boninho já confessou, em um vídeo, já ter feito com prostitutas na rua?! O vídeo sumiu do You Tube depois que o Blog Os Amigos do Presidente Lula denunciou.
No começo do programa, a professora de inglês Thatiana tomou um porre durante uma festa e levou vários tombos, chegando a sangrar a perna. Rir da desgraça alheia é um artifício antigo da comédia pastelão. Mas só conseguimos rir porque temos a certeza de que a vítima vai continuar viva. No caso do "Big Brother", até onde vai o limite da responsabilidade da emissora? É só olhar para as diversas ocorrências policiais envolvendo ex-BBBs. Eles ficam famosos do dia para a noite, saem da casa dando autógrafos, posando para revistas, dando diversas entrevistas. De repente, voltam ao anonimato, são substituídos por uma nova safra de "brothers" e "sisters". Não é à toa que alguns acabam se envolvendo em brigas, alcoolismo, consumo de drogas, egolatria, depressão ou um desespero para se manter sob os holofotes.
É raro encontrar uma reação institucional aos abusos cometidos pelo reality show. O discurso comum é a conivência, inclusive de boa parte da mídia. Quem ousa questionar os métodos da Globo? Na última quarta-feira (20), os vereadores de Porto Alegre (RS) aprovaram uma moção de protesto contra a emissora "por fazer apologia ao uso de bebidas alcoólicas por meio do "Big Brother". A vereadora Maristela Maffei (PC do B), autora do requerimento, sustentou que "em um contexto nacional onde existem diversas campanhas contra o consumo abusivo de álcool, é inadmissível que um meio de comunicação poderoso incentive esta prática como algo natural".
Questionada na época pela Folha Online, a Globo orientou o repórter a procurar o Ministério da Justiça, que cumpre apenas a praxe de registrar queixas de telespectadores incomodados com o conteúdo exibido. No ministério, a assessoria se mostrou surpresa com a solicitação dos dados pela reportagem e ainda indagou o motivo de se publicar a existência de reclamações contra o programa. Diante do desmaio de Juliana na "cabine assassina" de Boninho, não custa nada alertar: por favor, crianças, não coloque o gatinho nem o cachorro nem o papagaio da família dentro do microondas. Vale lembrar a série de acidentes no quadro "Dança no Gelo", do "Domingão do Faustão". O último acidente sério foi com a atriz Giselle Itié, que sofreu traumatismo craniano
22 de fevereiro de 2008
Ator Global e o dinheiro público
Os produtores do filme "Chatô, o Rei do Brasil" vão ter de devolver os recursos públicos tomados para a realização do longa, que nunca estreou. A decisão é da CGU (Controladoria-Geral da União), que concluiu a análise do processo instaurado pela Ancine (Agência Nacional de Cinema) apontando "irregularidade" nas contas.A devolução terá de feita pelo ator Guilherme Fontes e sua mãe Yolanda Machado Medina Coeli, sócios da Firma Guilherme Fontes Filme Ltda. O CGU informa que os dois devem aos cofres públicos R$ 36.579.987,99 (valor atualizado até 28 de fevereiro de 2006).
Guilherme Fontes disse que não recebeu nenhum comunicado oficial do parecer da CGU: "Não fui informado de nada e, caso essa decisão seja tomada pelo Tribunal de Justiça, meus advogados vão recorrer", disse. Ele afirmou ainda que sua mãe não participou da gerência do projeto do filme "Chatô".
Filme não foi concluído
Em 1995, a empresa captou recursos para produzir o filme "Chatô, o Rei do Brasil", mas o filme até hoje não foi concluído. O parecer da CGU sobre a tomada de contas especial deverá ser enviado nos próximos dias ao Ministério da Cultura para conhecimento do ministro Gilberto Gil, que em seguida o encaminhará ao TCU (Tribunal de Contas da União).
Segundo o CGU, o motivo de se decidir pela devolução dos recursos foi o não-cumprimento do objeto do contrato. Os recursos para a produção do filme, à época R$ 8.641.000,00, foram captados por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rounet) e da Lei do Audiovisual.
Com a transferência da Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura para a Ancine, ainda em 2002, a empresa Guilherme Fontes Ltda solicitou um novo prazo para a conclusão do filme, até 2005. A agência negou a prorrogação do prazo, já que a empresa queria repassar a responsabilidade da execução do Projeto "Chatô, O Rei do Brasil", para outra produtora.
21 de fevereiro de 2008
Dois Reis. Lula e Pelé
Estátua do papa no timor
Isso é Lula governando o Brasil
A cidade de São Paulo deve atingir nesta quinta-feira a marca histórica de 6 milhões de veículos, se for mantida em fevereiro a média de 800 novos registros diários no Detran

A cidade de São Paulo deve atingir hoje a marca histórica de 6 milhões de veículos, desde que mantida em fevereiro a média de 800 novos registros diários no Detran (departamento estadual de trânsito). Destes, 75% -cerca de 4,5 milhões- são automóveis.
Ou seja, são aproximadamente 2,4 habitantes por carro, número semelhante, por exemplo, ao de Paris (2,3). Mas a diferença é que, na capital francesa, é mais fácil abrir mão do carro e usar o metrô -são 199 km distribuídos por 15 linhas, enquanto São Paulo tem 61 km, em quatro linhas.
O aumento da frota se reflete no crescimento dos congestionamentos. Nos últimos três anos, a média diária de picos de lentidão saltou de 77 km para 90 km, durante a manhã, e de 114 para 128 km à tarde. Ontem, por exemplo, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 130 km de lentidão às 9h, o terceiro maior do ano.
O que fazer
Com mais carros nas ruas -reflexo também do crescimento econômico- e como é muito caro construir metrô, a discussão é sobre o que deve ser feito para a cidade não parar.
"Em uma cidade como São Paulo, o congestionamento é inevitável", afirma o belga Jérôme Poubaix, coordenador de projetos da UITP (União Internacional de Transportes Públicos). Mas ele diz que, se o nível de congestionamento for muito alto, isso passa a ser negativo para a própria economia.
Para ele, as soluções passam por descentralizar as atividades -para os que moram em bairros mais distantes não tenha que se deslocar até o centro da cidade-, além de expandir o transporte público. "Se você tem casa, trabalho e lazer próximos, reduz a necessidade de viajar longas distâncias e favorece o transporte público."
Já o consultor de trânsito e professor da USP Jaime Waisman diz que é preciso investir na fiscalização de veículos em situação irregular e levar adiante a inspeção veicular. Com isso, diz ele, pode-se retirar da rua "um terço da frota que está irregular e não paga impostos".
"O pedágio urbano seria bom. O rodízio já implica a idéia de racionalizar o uso do carro. Não seria uma mudança radical", diz Jonas Hagen, que preside no Brasil a ONG americana ITDP (sigla em inglês para Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento). A ONG apresentou à prefeitura, na gestão Marta Suplicy (PT), um modelo de pedágio urbano para São Paulo, que não foi adiante. "A arrecadação seria de cerca de R$ 10 bilhões por ano, que poderiam ser investidos em metrô", diz Hagen.
Ou seja, são aproximadamente 2,4 habitantes por carro, número semelhante, por exemplo, ao de Paris (2,3). Mas a diferença é que, na capital francesa, é mais fácil abrir mão do carro e usar o metrô -são 199 km distribuídos por 15 linhas, enquanto São Paulo tem 61 km, em quatro linhas.
O aumento da frota se reflete no crescimento dos congestionamentos. Nos últimos três anos, a média diária de picos de lentidão saltou de 77 km para 90 km, durante a manhã, e de 114 para 128 km à tarde. Ontem, por exemplo, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 130 km de lentidão às 9h, o terceiro maior do ano.
O que fazer
Com mais carros nas ruas -reflexo também do crescimento econômico- e como é muito caro construir metrô, a discussão é sobre o que deve ser feito para a cidade não parar.
"Em uma cidade como São Paulo, o congestionamento é inevitável", afirma o belga Jérôme Poubaix, coordenador de projetos da UITP (União Internacional de Transportes Públicos). Mas ele diz que, se o nível de congestionamento for muito alto, isso passa a ser negativo para a própria economia.
Para ele, as soluções passam por descentralizar as atividades -para os que moram em bairros mais distantes não tenha que se deslocar até o centro da cidade-, além de expandir o transporte público. "Se você tem casa, trabalho e lazer próximos, reduz a necessidade de viajar longas distâncias e favorece o transporte público."
Já o consultor de trânsito e professor da USP Jaime Waisman diz que é preciso investir na fiscalização de veículos em situação irregular e levar adiante a inspeção veicular. Com isso, diz ele, pode-se retirar da rua "um terço da frota que está irregular e não paga impostos".
"O pedágio urbano seria bom. O rodízio já implica a idéia de racionalizar o uso do carro. Não seria uma mudança radical", diz Jonas Hagen, que preside no Brasil a ONG americana ITDP (sigla em inglês para Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento). A ONG apresentou à prefeitura, na gestão Marta Suplicy (PT), um modelo de pedágio urbano para São Paulo, que não foi adiante. "A arrecadação seria de cerca de R$ 10 bilhões por ano, que poderiam ser investidos em metrô", diz Hagen.
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