DEM e PSDB querem afastamento de Sarney. O motivo é mais que claro. Coloca na mesa do senado Marconi Pirillo, corrupto, instala a CPI da Petrobras.A CPI ainda não foi instalada por que Sarney e Renan estã segurando...Isso, para os tucanos é inadimissivel, já que eles precisam dessa CPI como palaque para tentar se reelegerem. Arthur Vrgilio é candidato a reeleição
30 de junho de 2009
Fica Sarney
DEM e PSDB querem afastamento de Sarney. O motivo é mais que claro. Coloca na mesa do senado Marconi Pirillo, corrupto, instala a CPI da Petrobras.A CPI ainda não foi instalada por que Sarney e Renan estã segurando...Isso, para os tucanos é inadimissivel, já que eles precisam dessa CPI como palaque para tentar se reelegerem. Arthur Vrgilio é candidato a reeleição
Juízes condenam STJ por absolver Zequinha Barbosa
A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) inocentando o ex-campeão olímpico Zequinha Barbosa e seu assessor Otávio Flores da Anunciação de crimes sobre exploração sexual de adolescentes na prática regulamenta a prostituição infantil e juvenil, segundo afirmou a Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e Juventude. A declaração foi divulgada hoje pela entidade em nota de repúdio dirigida ao STJ.
O documento pede que a Corte acate o recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP-MS), pedindo a condenação dos acusados. "O caso causa perplexidade ante os graves reflexos sociais e políticos que esta decisão pode desencadear, pelo evidente retrocesso no combate à prostituição infantil", consta no texto.
Zequinha e Otávio foram denunciados pela prática de sexo com duas meninas, de 13 e 15 anos. Entretanto, o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-MS), acatou, em dezembro de 2005, o argumento da defesa de que as adolescentes eram garotas de programa, já que estavam num ponto de ônibus e cobraram de R$ 60 a R$ 80 para ficar com os dois. No final da semana passada, baseada na apreciação do TJ-MS, a 5.ª Turma do STJ acompanhou o voto do relator, ministro Arnaldo Esteves Lima, entendendo que o crime de submeter adolescentes à prostituição ou exploração sexual não se aplica a Zequinha e Otávio.
29 de junho de 2009
Os porquês do DEM
Um dos fatos políticos mais relevantes da semana será a reunião dos senadores do Democratas
amanhã para tirar uma posição sobre o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Que ninguém espere uma defesa apaixonada do ex-presidente da República que tanto serviu ao ex-PFL. Nem pedras ou algo ao estilo “Fora Sarney” ou mesmo um “sai daí, rapidinho”, como Roberto Jeferson (PTB) propôs no passado ao então ministro da Casa Civil, Jose Dirceu, quando o mensalão veio à tona.
O DEM irá cobrar explicações sobre fatos específicos como a história do neto de Sarney que tratava de empréstimos consignados no Senado. E vai torcer para que o presidente da Casa dê uma resposta que permita aos seus senadores chegar ao eleitorado e dizer que está tudo explicado. Pelo menos, o líder do Democratas, Agripino Maia, está nessa toada.
O meio-termo do DEM em relação a Sarney tem diversas razões. Primeiro, toda a história do antigo PFL está intrinsecamente relacionada a Sarney. São filhos da mesma costela. Foi por sua causa que o PFL nasceu, ávido para pular no barco de Tancredo Neves à Presidência da República. O tempo passou, o PFL mudou de nome, se modernizou, mas seus senadores não querem escorraçar Sarney da Presidência do Senado.
Discurso 2010
A intenção dos democratas de preservar Sarney não se deve apenas à memória de um relacionamento frutífero entre o peemedebista e os democratas. Serve também ao presente, onde o PFL, digo, o DEM está muito bem sentado na Primeira-Secretaria do Senado, com o senador Heráclito Fortes, do Piauí. Heráclito está hoje com a faca e o queijo na mão para, de próprio punho, alavancar a ressurreição do Senado perante os olhos da opinião pública.
Essa perspectiva de mostrar serviço — e um serviço que o país aplaudirá, ainda que tardio — faz com que o DEM pense duas vezes antes de trocar Sarney por um outro presidente que deseje assumir as funções administrativas da Casa, seja do PMDB ou de outro partido. E nesse campo, algumas dúvidas assaltam hoje os democratas: e se toda a base do governo resolve se juntar e eleger um nome novo para comandar a Casa? O que fariam os DEM e tucanos nesse barco? Por isso, hoje, dizem os integrantes do partido em conversas reservadas, é melhor um Sarney, ainda que enfraquecido, do que um discurso perdido.
O DEM não quer, nem de longe, correr o risco de passar essa missão para frente. Afinal, seus maiores estrategistas vêem aí a chance de virar a mesa eleitoral. Afinal, hoje, salvo raríssimas exceções, como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o partido não está com essa bola toda pra as eleições estaduais. A moralização do Senado pode lhe dar um novo verniz e melhorar a imagem.
Mas, para se manter coerente a esse discurso, o DEM precisa cobrar as explicações sobre o neto de Sarney. Se deixar passar em branco, ficará a imagem de que concorda com tudo e de que é apenas um na multidão de apoios sarneyzistas. E o DEM quer marcar a diferença, mostrar que, embora tenha apoiado Sarney por unanimidade no início do ano, esse apoio tem limites.
Sarney, da sua parte, terá que usar essas duas semanas que restam antes do recesso para encerrar os trabalhos de cabeça erguida, livre de ter que dar novas explicações. E aproveitará esse tempo para deixar seus votos dentro do cercadinho. Afinal, ele tem tido apreço de alguns senadores que nunca pensou ter, como foi o caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello.
No dia em que Sarney desceu da tribuna, depois do discurso em que se referiu à crise como um problema de todo o Senado, Collor foi o primeiro a abraçá-lo no plenário. A cena daquele gesto fraternal da parte de Collor — que chegou ao poder, pela primeira vez eleito em 1989, chamando Sarney de tudo, menos de santo — certamente ficará na história do Brasil. Assim como a biografia de um ex-prsidente que foi tudo e agora luta para sobreviver politicamente em meio a tantos furacões.
amanhã para tirar uma posição sobre o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Que ninguém espere uma defesa apaixonada do ex-presidente da República que tanto serviu ao ex-PFL. Nem pedras ou algo ao estilo “Fora Sarney” ou mesmo um “sai daí, rapidinho”, como Roberto Jeferson (PTB) propôs no passado ao então ministro da Casa Civil, Jose Dirceu, quando o mensalão veio à tona.O DEM irá cobrar explicações sobre fatos específicos como a história do neto de Sarney que tratava de empréstimos consignados no Senado. E vai torcer para que o presidente da Casa dê uma resposta que permita aos seus senadores chegar ao eleitorado e dizer que está tudo explicado. Pelo menos, o líder do Democratas, Agripino Maia, está nessa toada.
O meio-termo do DEM em relação a Sarney tem diversas razões. Primeiro, toda a história do antigo PFL está intrinsecamente relacionada a Sarney. São filhos da mesma costela. Foi por sua causa que o PFL nasceu, ávido para pular no barco de Tancredo Neves à Presidência da República. O tempo passou, o PFL mudou de nome, se modernizou, mas seus senadores não querem escorraçar Sarney da Presidência do Senado.
Discurso 2010
A intenção dos democratas de preservar Sarney não se deve apenas à memória de um relacionamento frutífero entre o peemedebista e os democratas. Serve também ao presente, onde o PFL, digo, o DEM está muito bem sentado na Primeira-Secretaria do Senado, com o senador Heráclito Fortes, do Piauí. Heráclito está hoje com a faca e o queijo na mão para, de próprio punho, alavancar a ressurreição do Senado perante os olhos da opinião pública.
Essa perspectiva de mostrar serviço — e um serviço que o país aplaudirá, ainda que tardio — faz com que o DEM pense duas vezes antes de trocar Sarney por um outro presidente que deseje assumir as funções administrativas da Casa, seja do PMDB ou de outro partido. E nesse campo, algumas dúvidas assaltam hoje os democratas: e se toda a base do governo resolve se juntar e eleger um nome novo para comandar a Casa? O que fariam os DEM e tucanos nesse barco? Por isso, hoje, dizem os integrantes do partido em conversas reservadas, é melhor um Sarney, ainda que enfraquecido, do que um discurso perdido.
O DEM não quer, nem de longe, correr o risco de passar essa missão para frente. Afinal, seus maiores estrategistas vêem aí a chance de virar a mesa eleitoral. Afinal, hoje, salvo raríssimas exceções, como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o partido não está com essa bola toda pra as eleições estaduais. A moralização do Senado pode lhe dar um novo verniz e melhorar a imagem.
Mas, para se manter coerente a esse discurso, o DEM precisa cobrar as explicações sobre o neto de Sarney. Se deixar passar em branco, ficará a imagem de que concorda com tudo e de que é apenas um na multidão de apoios sarneyzistas. E o DEM quer marcar a diferença, mostrar que, embora tenha apoiado Sarney por unanimidade no início do ano, esse apoio tem limites.
Sarney, da sua parte, terá que usar essas duas semanas que restam antes do recesso para encerrar os trabalhos de cabeça erguida, livre de ter que dar novas explicações. E aproveitará esse tempo para deixar seus votos dentro do cercadinho. Afinal, ele tem tido apreço de alguns senadores que nunca pensou ter, como foi o caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello.
No dia em que Sarney desceu da tribuna, depois do discurso em que se referiu à crise como um problema de todo o Senado, Collor foi o primeiro a abraçá-lo no plenário. A cena daquele gesto fraternal da parte de Collor — que chegou ao poder, pela primeira vez eleito em 1989, chamando Sarney de tudo, menos de santo — certamente ficará na história do Brasil. Assim como a biografia de um ex-prsidente que foi tudo e agora luta para sobreviver politicamente em meio a tantos furacões.
Serra usa encontro do PPS para criticar o PT
Na tentativa de garantir alianças com vistas às próximas eleições, o governador José Serra (PSDB-SP), disse ontem em discurso no 16º Congresso Estadual do PPS, em Jaguariúna (134 km de São Paulo), que fará "o possível para atender os pedidos dos prefeitos do PPS" no Estado. Serra e o presidente nacional do PPS, o ex-deputado federal Roberto Freire, usaram o encontro para criticar o governo federal e o Partido dos Trabalhadores."O PT usa o governo como se fosse propriedade privada. Quando o PT foi para o governo, incorporou esse patrimonialismo do partido. Em São Paulo, não existe este loteamento governamental, ao contrário do governo federal", disse o governador. Roberto Freire afirmou que "o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] não anda no país, o que anda é a corrupção".
Além de Serra, participaram do congresso o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), o ex-governador e secretário estadual Geraldo Alckmin (Desenvolvimento), e o secretário estadual Aloysio Nunes Ferreira (Casa Civil). Cerca de 300 representantes do PPS estadual estavam no evento, entre prefeitos, secretários e vereadores.
Serra e Kassab não chegaram a se encontrar. Ambos permaneceram menos de uma hora no congresso. Membros da Executiva do PPS disseram que a presença dos dois no evento reforça ainda mais a intenção de uma possível aliança entre as duas siglas nas eleições de 2010.
Durante discurso, Serra disse ainda que conseguiu mudar a data do congresso do PPS -que estava marcado para a semana passada- para que pudesse participar. O governador contou que fez o pedido ao presidente do Diretório Estadual do PPS, deputado estadual David Zaia, porque estaria em viagem na data anterior.
Serra também usou parte de seu discurso para enaltecer obras do governo estadual. O governador ficou cerca de 45 minutos no evento e deixou o local de helicóptero por volta das 14h30.
17 de junho de 2009
Racismo
Pior racismo é o brasileiro. Se alguém disser “preto metido a besta” é crime. Cadeia sem apelação. Se alguém disser “branco metido a besta” é aplaudido. É difícil ser branco num país assim. E pior. As oportunidades de emprego são sempre racistas, pois têm cota determinada.
Irã recorre ao Twitter diante de censura
Há censura prévia, os sinais da televisão via satélite sofrem interferências e muitos sites estão bloqueados, mas os partidários do líder reformista iraniano Mir Hussein Moussavi ainda têm um meio de expressão: o Twitter.No Irã, o popular serviço de microblogging está substituindo os veículos tradicionais de imprensa que estão sob censura para obter e divulgar informação sobre os protestos contra o presidente do país, o recém reeleito Mahmoud Ahmadinejad.
Os oposicionistas usaram o Twitter para divulgar imagens de manifestantes mortos ou feridos que segundos depois podiam ser encontradas em portais como Flickr ou YouTube, apesar do bloqueio governamental imposto sobre muitas páginas da web.
O Twitter, que permite o envio de mensagens de até 140 caracteres via internet ou telefone celular, também está sendo usado para compartilhar listas de servidores proxy por meio das quais é possível aceder livremente à rede.
"IranElection" era o termo mais procurado hoje no serviço de microblogging. "Confirmado! O Exército entra em Teerã contra os manifestantes", escrevia um usuário chamado Benassk pouco depois das 16h20 de Brasília.
O Twitter tinha previsto suspender seu serviço hoje durante 90 minutos para fazer manutenção, mas decidiu adiar a interrupção no final da noite de ontem, em uma decisão que, segundo a imprensa americana, veio do próprio Departamento de Estado dos Estados Unidos.
O porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, reconheceu hoje que o Governo dos EUA acompanha a situação no Irã por diferentes meios, incluindo o Twitter e a rede social Facebook, mas evitou responder perguntas sobre uma eventual ordem oficial sobre o serviço de microblogging.
O Twitter também recebeu hoje um crescente número de críticas a respeito da cobertura dos protestos pós-eleições iranianas feita pela imprensa americana.
O termo "CNNfail" remetia a centenas de críticas à conhecida rede de televisão americana. "Tenha vergonha, "CNN", por fazer as pessoas acreditarem que não houve fraude", "twittava" hoje o usuário Hark0nnen.
Esta não é a primeira vez em que o Twitter se transforma no instrumento de expressão de referência durante protestos ou crises em países onde a censura impera no resto dos meios de comunicação. Sua grande vantagem é que seus usuários podem receber e enviar mensagens pelo celular.
Em abril, durante os protestos anticomunistas na Moldávia, o Twitter permitiu que milhares de jovens manifestantes se coordenassem e recebessem informações apesar da censura estatal.
Consciente do poder da ferramenta, o Governo chinês decidiu no último dia 2 que bloquearia tanto o Twitter, quanto o serviço de e-mail Hotmail, da Microsoft, dois dias antes do 20º aniversário do massacre da Praça da Paz Celestial.
Em Cuba, onde a Microsoft decidiu recentemente suspender seu serviço de mensagens instantâneas em virtude do embargo americano, o Twitter e o Facebook são duas das poucas ferramentas de interação social na web que continuam funcionando.
16 de junho de 2009
Sarney diz que não errou e que não deixa presidência
Acuado por uma série de desvios administrativos dentro do Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), 79 anos, afirma que não errou ao indicar parentes para cargos na Casa e que não irá renunciar. Diz, sem citar nomes, suspeitar de sabotagem interna. Considera necessário mudar regras, mas afirma que erros praticados no passado podem ficar sem punição, pois "cada um deve julgar o que fez de errado e de certo". Inquieto, mexendo os joelhos de maneira intermitente enquanto estava sentado em um sofá em seu gabinete, Sarney afirmou que vai "exercer [o cargo] até o fim". A onda de escândalos no Congresso, que se intensificou na Legislatura iniciada em fevereiro, atingiu Sarney em cheio nos últimos dias. Rebate todas as acusações. Reafirma não ter percebido que recebia R$ 3.800 de auxílio-moradia por mês. A nomeação de um neto teria sido à sua revelia. Sobre as sobrinhas, considera não haver erro. Durante 55 minutos de entrevista, o senador maranhense que se elege pelo Amapá tomou apenas meio copo de água. No meio da atual onda de escândalos, relata ter chegado a uma conclusão: "Há uma tendência de buscar democracia direta. Tudo aponta nesse sentido".
Sarney empresta imóvel funcional a ex-senador aliado
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), emprestou apartamento funcional que estava em seu nome para o ex-senador Bello Parga (ex-PFL-MA, atual DEM-MA). Sarney tem casa em Brasília e a Mesa Diretora só permite que senadores em exercício do mandato usem imóveis funcionais.
O mandato de Bello Parga, que foi senador pelo Maranhão, acabou em fevereiro de 2003. Mesmo assim, ele continuou morando num imóvel da Casa graças a um favor de Sarney. O presidente do Senado manteve o empréstimo do imóvel até maio de 2007 para ajudar o colega que estava doente. Parga morreu em maio de 2008.
PDT não obriga filiados a apoiar CPI contra Yeda
O PDT gaúcho liberou três de seus seis deputados estaduais de assinar o requerimento para instalar uma CPI sobre supostos atos de corrupção da gestão Yeda Crusius (PSDB). Com isso tornou-se mais remota a criação da CPI, pois a oposição à tucana só conseguiu 17 das 19 assinaturas necessárias. Há três deputados pedetistas a favor da CPI, que já assinaram, e três contra. Por 79 votos a 43, o Diretório Estadual do PDT, que faz oposição a Yeda, decidiu recomendar, e não determinar, que os deputados assinem o requerimento. A recomendação não os obriga a assinar. Após a reunião, deputados disseram que não veem motivos para abrir a CPI.
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